sábado, 5 de junho de 2010

O Jornalismo colaborativo colabora?

Frente aos avanços da web, pesquisadores e estudiosos da área de Comunicação Social têm atentado para uma questão recorrente: o Jornalismo Cultural se enfraquece, mediante os novos “autores” que dão seus pitacos e postam informações na rede, como se fossem profissionais da notícia. O conceito de web 2.0 propõe exatamente essa interação, antes inexistente na web 1.0, quando o tráfego da informação era praticado em uma única direção, em via de mão única.

Participar agregando conteúdos pode ser encarado como um meio democrático de se expressar e imprimir opinião, num cenário gratuito e aberto a todos, possibilitado pela web. A quantidade de conteúdos gerados, porém, pode acarretar no sucateamento de esferas do Jornalismo – como o Jornalismo Cultural – ao que propõe Ivana Bentes, professora de Comunicação e Cultura da URFJ: “É uma mudança de eixo de poder, isso eu não tenho dúvida. O jornal traz notícia velha em árvores mortas”. As pessoas produzem, livremente, conteúdos e os arremessam na rede, sem filtros. Mas há quem discorde de Ivana: a diretora de conteúdo da UOL cita que a proposição da mesma significa “o mesmo que dizer que os livros que já foram escritos não são relevantes”.

Diante desse horizonte um tanto quanto nebuloso para o Jornalismo – visto, também, que são recentes as teias por onde passeia a Comunicação Social na web – parece pertinente nos perguntarmos: o Jornalismo Cultural de fato se enfraquece? Até que ponto a colaboração do público não profissionalizado na área interfere e de que forma interfere no processe jornalístico?

4 comentários:

  1. Acredito que a participação do internauta deva ser estimulada e aplaudida. A internet pode servir como um espaço democrático. Em que todo mundo tem voz. Ou o "grito dos excluídos".
    Suporto a opinião de que o jornalismo cultural pode ficar enfraquecido. Porém, pela democraticidade que a grande rede oferece, esta categoria jornalística ainda terá seu espaço preservado, ainda que diminuto.

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  2. A participação do público leitor exige mais da mídia. Penso que essa interatividade retirou o domínio da informação de conglomerados da mídia. E, por este aspecto, considero uma evolução. Acredito que a sociedade interessada por construir um futuro melhor com discussões e debates. Este é o lado bom de toda a troca de informação da web 2.


    Lucas Lemos

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  3. É um risco realmente para a qualidade e o enfraquecimento mas não podemos deixar de ressaltar as boas controbuições. Ou seja é uma questão de bom senso.

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  4. Não penso que o jornalismo cultural corra riscos. Na web, há espaço e demanda para qualquer tipo de informação. Há bons blogs e sites que tratam de cultura.
    Na questão do conteúdo, o leitor saberá identificar informações confiáveis ou não.
    As informações enviadas pelos cidadãos repórteres são muito úteis ao jornalismo da internet e outras mídias. Somente o leitor tem o flagrante. O jornalista não tem como estar em todos os lugares o tempo todo. A participação dos internautas amplia a quantidade e melhora a compreensão das informações acerca dos fatos.
    Cabe ao repórter web sempre checar os conteúdos do jornalismo colaborativo. Apurar com mais cuidado, principalmente porque na web as informações mentirosas são desmascaradas rapidamente. Portanto os que se preocupam com a credibilidade terão essa preocupação.

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