sábado, 5 de junho de 2010

Jornalismo Colaborativo

O Jornalismo colaborativo colabora?

Frente aos avanços da web, pesquisadores e estudiosos da área de Comunicação Social têm atentado para uma questão recorrente: o Jornalismo Cultural se enfraquece, mediante os novos “autores” que dão seus pitacos e postam informações na rede, como se fossem profissionais da notícia. O conceito de web 2.0 propõe exatamente essa interação, antes inexistente na web 1.0, quando o tráfego da informação era praticado em uma única direção, em via de mão única.

Participar agregando conteúdos pode ser encarado como um meio democrático de se expressar e imprimir opinião, num cenário gratuito e aberto a todos, possibilitado pela web. A quantidade de conteúdos gerados, porém, pode acarretar no sucateamento de esferas do Jornalismo – como o Jornalismo Cultural – ao que propõe Ivana Bentes, professora de Comunicação e Cultura da URFJ: “É uma mudança de eixo de poder, isso eu não tenho dúvida. O jornal traz notícia velha em árvores mortas”. As pessoas produzem, livremente, conteúdos e os arremessam na rede, sem filtros. Mas há quem discorde de Ivana: a diretora de conteúdo da UOL cita que a proposição da mesma significa “o mesmo que dizer que os livros que já foram escritos não são relevantes”.

Diante desse horizonte um tanto quanto nebuloso para o Jornalismo – visto, também, que são recentes as teias por onde passeia a Comunicação Social na web – parece pertinente nos perguntarmos: o Jornalismo Cultural de fato se enfraquece? Até que ponto a colaboração do público não profissionalizado na área interfere e de que forma interfere no processe jornalístico?

Comentários sobre o texto “Algumas reflexões sobre a virtualidade e linguagem”.

O texto fala basicamente das relações humanas por meio da tecnologia, e do como esse fato vem aumentando como passar dos anos. O texto lida segunda as visões dos autores Pierre Levy, Jean Baudrillard e Gilles Deleuze.

Levy lida com o tema com uma lógica de imaginação, criatividade e fugindo das condições racionais. Na tentativa de naturalizar a tecnologia criou termos como tecnologia intelectual, inteligência artificial e ecologia cognitiva.

Já Baudrillard é mais pessimista e preocupante. Ele vê a relação homem x máquina como uma submissão humana. Ele vê uma verdadeira bagunça de valores, onde não existe mais diferença entre o público e privado, toda informação pode ser considerada verdade, e onde não pensamos sobre o virtual, mas somos pensados. Para ele no virtual não há mais passado nem futuro, já que o tempo não é mais linear, e tudo se define como uma “névoa de imagens vituais”.

Deleuze apresenta a vitualialidade a partir de um aspecto filosófico. Para ele o Real e o virtual são manifestações da existência e do pensamento.

Analisando todos essas analises filosofias do virtual, do real, do atual, vemos que toda a tecnologia como qualquer invento para da humanidade pode ser usado de forma para gerar o bem ou para promover o mal. O avião, por exemplo, encurtou as distancias, mas ao mesmo tempo trouxe a possibilidade de desejar bombas sobre as cidades durante a guerra. O mesmo acontece com as novas tecnologias. Num vídeo postado essa semana no blog do apresentador do CQC, Marcelo Tas, retrata bem essa situação (blogdotas.com.br).



No vídeo ele explica a uma menina de 9 anos os problemas de internet.